5 formas de reduzir chamados desnecessários para a enfermagem
24 de fevereiro de 2026 · 6 min de leituraÉ comum que a enfermagem receba chamados que, na verdade, deveriam ser direcionados a outras equipes — hotelaria, manutenção, nutrição. O paciente aciona quem sabe chamar, e isso quase sempre é a enfermagem, mesmo quando o pedido não é assistencial.
O resultado é interrupção constante de uma equipe que já lida com alta demanda, tempo de resposta maior para todo mundo e perda de rastreabilidade sobre o que de fato está sendo pedido. Veja cinco formas práticas de reduzir esse problema.
1. Dê ao paciente um canal claro para cada tipo de pedido
Se o único jeito de pedir algo é chamar "alguém", o paciente vai chamar quem está mais acessível — geralmente a enfermagem. Oferecer um canal único e simples (como WhatsApp) que já direciona automaticamente cada tipo de solicitação reduz drasticamente esse padrão.
2. Automatize a triagem inicial
Uma triagem automática com inteligência artificial classifica a solicitação assim que ela chega, sem depender de um profissional para decidir o encaminhamento. Isso tira da enfermagem o papel de "telefonista" de demandas que não são da sua área.
3. Meça de onde vêm os chamados
Sem dado, é difícil saber quanto da carga da enfermagem é realmente assistencial. Registrar cada solicitação por tipo e setor de origem permite identificar padrões — por exemplo, se um determinado turno ou ala concentra mais pedidos de hotelaria mal direcionados.
4. Padronize o encaminhamento entre setores
Quando a enfermagem recebe um pedido que não é dela, o processo de repassar para o setor certo deveria ser rápido e padronizado — idealmente automático — para não gerar uma segunda interrupção só para transferir a demanda.
5. Comunique aos pacientes e acompanhantes o novo canal
De nada adianta ter um canal melhor se ninguém sabe que ele existe. Comunicação clara na admissão do paciente sobre como e onde solicitar cada tipo de ajuda é parte essencial da mudança de comportamento.
No piloto realizado pela Amiko na Santa Casa de Misericórdia de Passos, a combinação dessas práticas — com a MOARA como camada de triagem — resultou em redução de cerca de 70% em demandas simples que antes chegavam às equipes de forma indireta.
Roberto Pinheiro é engenheiro de Controle e Automação pelo INATEL e fundador da Amiko Soluções, healthtech que desenvolve tecnologia aplicada à saúde. Saiba mais em Sobre a Amiko.